
Confira a entrevista exclusiva com a Banda Rosa de Saron, clicando em LEIA MAIS.
Dia 11 de abril de 2010 Frei Jean esteve em Corumbá, MS por ocasião do encerramento das comemorações do centenário da Diocese. A Banda Rosa de Saron, grande nome do Rock Católico no cenário nacional, encerrou a noite com um grande show e falou com exclusividade para nossos veículos de comunicação: o Boletim Comunicações, nosso site e blog. Acompanhe a entrevista abaixo.
COMUNICAÇÕES. Temos acompanhado a trajetória da banda desde os inícios e podemos perceber nesta história algumas fases bem marcantes, como por exemplo a entrada do Guilherme como vocalista, a gravação do Acústico, entre outras. Podemos dizer que este novo trabalho, Horizonte Distante é uma nova fase da banda?
ROSA DE SARON. Acho que sim cara, porque estamos vindo de uma fase grande marcada por um momento acústico e agora temos um retorno ao elétrico, mas com uma cara nova também, diferente do elétrico de antes do acústico. E é um desafio também porque tivemos um boom ano passado com o Acústico e as pessoas conheceram um Rosa que não era o Rosa, era uma versão do Rosa e muita gente só agora está conhecendo o verdadeiro Rosa. Acústico é uma fase que toda banda de rock precisa, mas não dá pra ter ‘Acústico dois’ né?
COMUNICAÇÕES. Dentro deste novo trabalho, ouvindo Mais que um mero poema, percebemos muito forte temáticas que tocam a doutrina social da Igreja, assim também como em Anjos das Ruas, do disco Angústia Suprema. Como surgiu esta música? Como é para o Rosa trazer estes temas ao público?
ROSA DE SARON. Cara, eu tava em um quarto de hotel assistindo mais um destes jornais que esguicham sangue e então fiquei decidido a escrever uma música que pudesse conscientizar as pessoas sobre estes temas. Não quis trazer medo, mas conscientização. Então, em uma destas madrugadas, viajando no ônibus da banda, eu fui listando temas, temas, temas... e fui fazendo a combinação das frases... é uma letra muito bem amarrada, ela pula com uma facilidade muito grande de um tema para outro; mas infelizmente daria para fazer pelo menos mais umas quatro Mais que um mero poema com tantos temas ruins. Apesar de não ser o foco principal da banda, o discurso social não pode ficar de fora. O discurso religioso, em algum momento, precisa passar pelo social, senão ele fica vazio. E não pode ser simplesmente protesto. Tem que ter uma amarração final.
COMUNICAÇÕES. Percebemos o crescimento da banda, desde as dificuldades para gravar o primeiro CD, depois gravar por uma gravadora católica e agora por uma grande gravadora, a Som Livre. Como isso repercutiu para a banda? Este novo público alcançado também é fato significativo. Como a banda hoje enxerga e sente tudo isso?
ROSA DE SARON. Sempre vimos em tudo a mão de Deus. As portas foram se abrindo, nos colocamos em oração e tudo foi dando certo. Sabíamos que com a Som Livre muitas coisa mudariam, a profissionalização é uma delas. Não adianta, por exemplo, você subir em um palco, como tocar em uma praça como hoje, onde uma grande maioria não conhece nossas músicas e os caras saírem falando depois: ‘puxa, que showzinho, que produção ruim!’ Nosso show está longe de ser o melhor do Brasil, mas hoje temos uma grande equipe técnica, um trabalho bastante profissional e tudo isso veio depois da Som Livre. Os frutos tem sido os melhores e com certeza em tudo isso está a mão de Deus.
COMUNICAÇÕES. Como a banda vivencia a espiritualidade neste processo?
ROSA DE SARON. Cremos que nossa primeira vocação é o sacerdócio ou o matrimônio. Como cristãos somos muito falhos porque deixamos muito de lado nossas famílias por causa de nossa missão. Quando estamos em casa, cada um participa da sua paróquia, rezamos no ônibus, mas não temos uma vida de comunidade como gostaríamos. São vinte e dois anos de caminhada e, na sinceridade, esse pouco de oração que conseguimos ter, tem sido base e sustento para nossa missão. Isso nos proporcionou não perder o foco, por exemplo, quando entramos para a Som Livre. E perder o foco para nós significa deixar de entregar tudo nas mãos de Deus. Nossas orações às vezes são curtas, mas constantes.
COMUNICAÇÕES. Que mensagem vocês deixariam para aqueles que nos acompanham via internet, no mifra.org ou no franciscanosonline ou ainda em nosso Boletim Comunicações?
ROSA DE SARON. Cara, sempre procuramos deixar uma mensagem de esperança e de otimismo para os jovens. E, para aqueles que estão vendo este conteúdo no site ou no Boletim, o que podemos dizer é: dê um passo de cada vez, acredite sempre em Deus cara, porque com Deus tudo fica muito mais fácil. A vida é um grande aprendizado e só temos a ganhar quando agimos
desta forma.
Você pode ainda conferir a entrevista em vídeo acessando nosso blog: www.franciscanosonline.blogspot.com



Matéria originalmente publicada no Boletim Comunicações, abril de 2010.